Universo Alternativo: Amores da minha vida.

15.10.17

Tenho percebido que caiu a participação no grupo, e isso me deixa meio desanimada pra continuar escrevendo esse desafio. Acho que eu faço parte dessa atmosfera, mas eu não gosto de largar nada pela metade, então, como o tema de hoje é interessante, não vou desistir. Aliás, estou me treinando bem pra parar de desistir das coisas! Tenho aprendido muito nesses últimos dias. O assunto é Amor e, a gente romantiza tanto as coisas que não percebe que há mais do que se pode ver.

"Que o Amor, de olhos vendados, encontre o caminho para sua vontade" - Shakespeare
Fotinha só pra ilustrar: Feliz dia das Crianças! <3
Quando a gente fala sobre Amor, já pensamos no amor romântico, construído por filmes ou por livros... aquele amor que tem um certo teor sexual, e que muitas vezes, é confundido com posse e / ou permeado por sentimentos como ciúme e ressentimentos no nosso mundo problemático. Mas como pensar o amor, também, de uma forma que não caia em conceitos totalmente libertários como "poliamor" e afins, que também acabam sendo como faces da mesma moeda?! O amor é um sentimento, um estado de ser, uma condição mental, uma frequência cerebral?! O que isso teria a ver com nosso mundinho físico doente? Olha, eu te amo porque você faz EU me sentir assim, e não simplesmente pelo que você é. Eu ainda sigo aprendendo como entender melhor esse conceito, principalmente por ser algo escasso no mundo em que vivemos. Mas também me pego pensando e refletindo se é algo escasso mesmo, ou se é uma crença limitante minha... as pessoas são amorosas ou despertamos esse amor nelas?! Como será que isso funciona, exatamente?! 

Eu ando meio introspectiva, aliás, eu sempre fui. Sempre gostei de passar mais tempo sozinha ou estudando do que com as pessoas. Não significa, de forma alguma, que eu evite ou despreze contato humano, apenas que eu me sinto mais feliz optando pela qualidade ao invés da quantidade... Também não creio que eu seja superior por isto. Bom, essa instrospecção me fez repensar sobre os dois únicos relacionamentos no sentido pessoal / amoroso que tive, talvez seja algo muito pessoal pra conversar aqui em um blog que cada dia cresce de uma forma que eu jamais o imaginei crescendo (e tô feliz por isso), mas bem, eu sou humana, né gente, e nem de longe a minha vida é perfeita. E bom, eu percebi a pessoa que eu era, como eu agia dentro dos relacionamentos e fui percebendo o que havia por trás do meu comportamento. Sobretudo após os términos, um deles, escolha minha, o outro, consenso. Ah, os términos, tão importantes e reveladores! <3

Hoje eu vejo que aprendi muito em ambas as situações. Enquanto um permaneceu amigo, o outro, eu não tive mais notícias e sinceramente, depois de analisar algumas situações que ocorriam, prefiro pensar que fora algo que jamais existiu. Muitas vezes estamos presas em relacionamentos abusivos e não percebemos... e olha que eu já fui do tipo que (des)pensava que agressão era apenas física. Quando eu terminei esse último relacionamento, percebi o julgamento de algumas pessoas em cima de mim, e só depois fui perceber que era pelo simples fato de eu ser mulher, e não tentar, de nenhuma forma, ser uma mulher maravilha. Parece que a socidade obriga a gente a ser sempre perfeita, já os caras podem ser escrotos, faz parte da "natureza" deles. Demorei pra perceber isto. Ainda bem que não demorei tanto pra perceber que eu podia ser feliz sozinha, podia ir no cinema / parque / fazer várias coisas sozinha. Me sinto retrocedendo à vários séculos passados falando disso, viajando no tempo, heuhe! Mas muito desses conceitos são discutidos, mas não são exatamente vivídos. Viram discussões na internet, mas não viram ações na vida real... são intelectualizados, mas não vivenciados. Que diferença faz?!

Eu não sinto mágoa alguma, nem ressentimento. O que sinto, verdadeiramente, é gratidão porque aprendi. E pude enxergar coisas que de outra forma jamais haveria enxergado. E aprendi coisas que nem 300 páginas do melhor livro do mundo poderia ter me ensinado sem a vivência. Hoje, a minha consciência aumentou bastante, e me sinto grata por isso, ainda sabendo que agora sim coisas boas de verdade virão! Relacionamentos, sentimentos, vivências, fazemos uma bagunça tão grande em algo tão simples porque estamos sempre projetando: o que será amanhã, o que foi ontem, e o que estou sentindo agora. Sendo muito sincera, acredito que a única vez que senti amor de verdade, que nada teve de relacionamento físico na real, foi durante uma conversa de 3h em um celular. Dessas três horas, durante uns 10 minutos no qual cantaram duas músicas que vão ficar gravadas para sempre na minha alma. Essa pessoa não era um namorado, e nem sequer nos conhecíamos pessoalmente, mas a forma como ele cantou aquelas músicas me tocou a alma de uma forma que posso dizer que o que senti foi amor verdadeiro, mesmo que fosse por alguns minutos. Não teve a ver com posse, com projeções, com nada disso, foi um sentimento verdadeiro pra mim. Agradeço, por toda minha existência, por aqueles 10 minutos! Pessoas que passaram 3 / 4 anos na minha vida, "presentes físicamente", nunca puderam transmitir o que senti aquele dia.

Acho que vivi o amor por 10 minutos, heuhe!

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2 comentários

  1. Acho que precisamos conhecer mais da nossa humanidade, é complexo, eu mesma penso em sentimentos como elementos de uma tabela periódica...são tantos os componentes e tantas combinações/finalidades, mas nunca vamos ter o domínio total de todos, as vezes nem mesmo conhecer todos que existem, mas sentimos diretamente a influência de tantos...
    Estive pensando sobre o amor de fato, sobre se deveria entender mais dele ao invés de dizer que ele não existe mais, que não se pode mais ser atingido ou sintetizado de fato.
    Desculpa é um assunto que realmente venho pensando, achei muito específico o seu texto, gostei de ter encontrado, acho que isso se perdeu, ou não se tem espaço para se pensar assim, talvez seja uma tendência da atualidade, pode não ser amor o que sentiu ou pode, o amor é o ápice de referência pra nós, mas acho que é possível correr atrás disso, dessas pequenas experiências que trazem essa sensação de novo.

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    1. O Amor existe siim, Pan! Jamais duvide disso... a questão está relacionada a ponto de vista. Tendemos a dar mais atenção as coisas ruins, e a mídia tão presente em nossas vidas tende a reforçar essa ideia, ou a idealizar a ponto de dar a ele a sensação falsa de inexistência. De uma certa forma, é biológico sim, tem a ver com química totalmente, mas ainda sim é algo real... É a energia de cura, e uma das mais poderosas do Universo. Seria bom nos empenharmos em desenvolve-lo a cada dia, mesmo sendo aparentemente difícil! Beijão e seja sempre bem vinda! <3

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Muito grata pelo contato, seja sempre bem vindo! :3
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