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29.4.15

Divagações sobre Minimalismo

Você sente que sobe mais um level na vida cada vez que descobre algo novo sobre si mesmo. E ultimamente, é assim que tenho me sentido. Desde quando era nova, sempre tive um olhar diferente para as coisas que estavam ao meu redor, sempre me perguntava o porquê, o pra quê. Observando hoje, alguns anos depois, finalmente compreendi porque não gostava de bonecas, porque não gostava do que "não fazia sentido" ou "não funcionava", entre outras coisas. Sempre olhei meu armário e minha prateleira abarrotada de livros e sentia um incômodo. Cheguei uma vez até a pensar como seria possuir o mínimo de coisas possíveis, o suficiente apenas para caber em uma mala. Mas nunca divaguei muito sobre isto, até porque fui criada em uma família bastante consumista. Hoje, depois de descobrir e aprofundar a ideia de Minimalismo - originalmente vindo das artes e aplicado à um estilo de vida, compreendi porque não gostava tanto de presentes sem "por quês" ou "precisão". Talvez, daí também venha minha mania de fazer listas, e meu gosto natural por simplificar, organizar, minimizar e aproveitar mais as coisas. Percebi que tudo numa ordem e uma organização havia mais graça e sentido. Assim eu descobri que tenho essa "aspiração" ao minimalismo.  
Antes de qualquer coisa, eu não estou afirmando nada. Não gostaria de me definir em nenhum rótulo, até porque estou bem longe do ideal que caracteriza um minimalista, se é que ele existe. Mas tenho consciência de que sempre prezei e admirei essas características, aplicando-as sempre que possível antes mesmo de compreender o que era. Quer me deixar maluca? Me dê um livro antes de eu terminar de ler o que tenho! Já faz mais de dois anos desde que decidi parar de comprar livros, para conseguir aproveitar e ler (por vezes reler!) todos os que tenho. Tarefa que chegou até hoje. Gosto de dar um motivo para as coisas, de encontrar um lugar para tudo. Eu não sei se isso é o ideal, ou o melhor jeito, mas é o jeito que mais me deixa confortável, definitivamente. Eu sempre quis me expressar de maneira simples e objetiva também, mas confesso que peco por excesso na hora de escrever, inevitável. Todo mundo tem seu ponto fraco, né? Deixando de falar sobre mim, venho compartilhar apenas algumas divagações interessantes que me surgiram a partir da leitura de alguns blogs sobre o tema.

Minimalismo como Arte:
• Utilização de poucas cores nas pinturas.
• Elaboração de obras de arte com a utilização do mínimo de recursos.
• Uso recorrente de formas geométricas, com repetições simétricas.
• Criação de músicas com poucas notas musicais, valorizando a repetição sonora.

Entendendo estes conceitos, dá pra imaginar qual seria o ideal de uma pessoa minimalista. Sim, estou diretamente associando as artes ao estilo de viver, afinal, não foi dalí que veio o conceito? Acredito que a postura de uma pessoa minimalista é a reflexão sobre a vida, denominador comum que cheguei ao ler tantos e tantos blogs. Pessoas que pararam pra pensar, revisaram suas vidas e decidiram excluir excessos, reduzir gastos por vezes desnecessários, optimizar tempo de vida, enfim, atitudes que refletem uma qualidade de vida melhor. Nosso sistema social, por vezes, acaba nos incentivando ao oposto. Um exemplo é o consumismo, cujas propagandas trazem sempre a ideia de que você é inadequado e precisa de tal coisa. Percebemos que isso não é realidade, mas sempre estamos por desejar algo que não temos, e muitas vezes, nem precisamos. Ou seja, surgem sempre novas "necessidades". Uma vontade que nunca termina, que nunca tem fim. Isso tudo é muito verdadeiro e revelador, e algo que sempre me incomodou muito até mesmo dentro da minha área profissional.

Extraí o trecho abaixo do blog Minimalizo, um dos primeiros que comecei a ler. Me identifiquei muito com o que a autora escreveu. "Durante muito tempo eu vivi encantada com a luz ofuscante da publicidade. Afinal, as publicidades de moda são como uma Disneyland para adultos. Mas quando eu chegava a casa com as minhas compras o encanto desvanecia e as promessas continuavam por cumprir. Foi aí que percebi que a solução para alcançar um estilo melhor não estava nas coisas que a publicidade me dizia para comprar, estava naquilo que eu realmente gostava e precisava." Está é a questão!

Ler isto me acordou! Passou exatamente a ideia que eu estava em mente no atual momento que estou renovando meu guarda-roupas e precisava elaborar uma lista de compras na qual a necessidade superasse o meu entusiasmo por coisas que realmente me encantam. Isto é inevitável. Desejar inclusive é inevitável. Como disse anteriormente, sempre apreciei a simplicidade, e quando pensava em "minimizar" o que tenho, associava diretamente ao fato de ter menos coisas ou apenas o necessário. Parte disso é verdade, mas com o tempo, percebemos que o conforto também vale a pena, ou seja, ser minimalista não significa necessariamente ter poucas coisas, e sim o real suficiente para você mesmo. O mínimo necessário para você mesmo. E isso varia de pessoa para pessoa.
Devo estar sendo bem confusa, mas divagar é isso mesmo. Nem todo mundo que busca uma vida mais simplificada é minimalista necessariamente, mas os conceitos são sim interligados. Meu ponto pessoal sobre o que é: um meio de melhorar nossa qualidade de vida, concentrando-nos no que realmente "vale a pena". É repensar o acúmulo de coisas desnecessárias, a compra consciente, organizar a bagunça, simplificar a rotina, coisas que fazem-nos economizar tempo - e dinheiro! para nos dedicar à outras coisas mais importantes como aproveitar a vida, ou destinar nossas suadas verdinhas à experiências diferentes e mais profundas que não são associadas com o "ter".

Há quem acredite que minimalismo é coisa de gente rica, mas eu vejo de forma diferente. Talvez não seja a certa, mas enxergo como coisa de quem quer simplificar a vida. Aliás, o minimalismo não está somente ligado ao consumo. "Infelizmente, enquanto acharmos que consumo é sinônimo de sucesso, vamos continuar perdendo horas preciosas no transito, passando 2/3 do nosso dia trabalhando em algo que a gente não gosta, para podermos ganhar mais dinheiro e comprarmos coisas as quais não precisamos para sermos felizes. Ser minimalista significa valorizar o que realmente importa para a sua felicidade, mesmo que isso signifique abrir mão de outras coisas." O conceito pode parecer um pouco radical, mas poxa, não faz sentido? Isso tudo me fez lembrar da minha opção de mudar de cidade... Todo mundo me dizendo que aqui (São Paulo) é a cidade do sucesso, na qual eu iria ganhar bem mais verdinhas lecionando do que no interior, mas nada compra a qualidade de vida!
E o equilíbrio é o suficiente.
E por fim, o minimalismo se aplica em todas as áreas de nossas vidas. Observe a quantidade de informações realmente úteis que recebemos por dia, os verdadeiros amigos que podemos contar, ou as verdadeiras pessoas que se importam com nosso bem estar, sem tentar nos frustar o tempo inteiro? E se continuar a refletir, percebemos que a lista vai longe... Nós não fomos condicionados a pensar e questionar o supérfluo, porque é algo tão enraizado em nossas vidas que parece uma coisa normal. Mas quanto tempo - que é bem mais valioso do que verdinhas - perdemos com essas coisas que consomem tanto em troca de nada? ... Bom, esta é deixa para cada um refletir por si só.

Espero ter lhe causado a mesma reflexão que tive!
Fique sempre à vontade para expor sua opinião nos comentários.
Fonte das Imagens: Pinterest

31 comentários :

  1. Ótimo post!! Me identifiquei demais! =D
    Temos que saber o que realmente é importante para nós, e fugir dessa imensidão de coisas desnecessárias que não acrescenta em nada na vida. =)

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    1. Exatamente! E o melhor de tudo é fazer isso conhecendo bastante a si próprio, portanto, bastante reflexão pra chegar lá, né? Obrigada pela visita! <3

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  2. Adorei seu post! Acho que é super isso, se vc for descartando as coisas/pessoas/informações desnecessárias da sua vida, vai sobrar o mínimo necessário pra vivermos, e sinceramente, não precisamos de mais nada além disso. Penso muito sobre isso e aos poucos vou me livrando das ~~sobras.
    Beijos!
    http://www.canseidesernerd.com/

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    1. Exatamente Erika, a gente vai parando de perder tempo com o que realmente não importa e dedicando a nossa atenção ao que realmente interessa, e até pra conhecer cosas novas, não é mesmo? Obrigada pela visita! <3

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  3. Hello grrrl! Cara esse post foi foda, caiu como uma luva para mim, em quesito blog. Saí das cores e agora tô neutra huahua. Mas ser minimalista em algumas coisas, principalmente consumo, de fato não é ruim. É essencial na maior parte da vida, talvez. Enfim, adorei o post! Beijo.

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    1. Siiim, falando especificamente sobre blogs, eu não sou contra a layouts coloridos e afins, o que me incomoda mesmo é a organização. Às vezes tem muita informação desnecessária sabe, é link de fã page, de instagram 1, de instagram 2, de serviço, disso daquilo, vários boxs, acho legal quando a pessoa manja direitinho, arruma lugar pra tudo e dá uma equilibrada sabe? É justamente isto que está me incomodando aqui neste layout! Hauhauha! E ainda bem que você voltou, percebi que tinha sumido! <3 Um beijo!

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  4. Minimalismo é um assunto bastante amplo. Em relação a questão de ter/possuir: eu nunca fui consumista, nunca me deixei levar por uma propaganda, mas confesso que já fui materialista. Na questão financeira: já tive o meu momento, em que um salário maior me chamava atenção, porém precisei ir para o interior (do tipo, sítios e fazendas) a trabalho para poder dar valor ao que tinha: familia, amigos, bons hospitais e privacidade. Hoje, recuso proposta boas, para ir para outros estados (inclusive o seu), porque estou onde o meu coração reside. Prefiro ser feliz do que rica, ter conhecimento e experiências do que bens materiais. =*

    https://pausandoavida.wordpress.com/
    Grupo Blogueiros http://goo.gl/CRNI24

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    1. Realmente, é um assunto hiper amplo que dá pra aplicar a praticamente tudo, por isso meu texto acabou ficando bem misturado! Hauhauha! Mas eu já disse e concordo eternamente com você, conhecimento e experiências valem bem mais a pena do que bens materiais. E é claro que eu gosto de bens materiais também, quem não gosta de conforto? Por isso eu disse sobre o equilíbrio sabe, e quando for a hora de pesar, levar outras coisas mais importantes em consideração do que algo material por exemplo. Disse tudo! Obrigada pela visita! <3

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  5. é engraçado como muita gente tem falado em novos estilos de vida. Gente que quer sair da capital, gente que quer trocar de emprego...essa questão do desapego ao que se tem está ficando cada vez mais forte. e faz todo o sentido, hoje em dia. afinal, é praticamente impossível sair de casa e não se deparar com uma propaganda (seja outdoors, panfletos, placas...) tudo a nossa volta transpira consumismo. as pessoas estão ficando sufocadas e muitas não entendem o motivo. não sei se foi pra ti que comentei isso (se foi, peço desculpa pela repetição), mas não é a toa que se diz que o mal da contemporaneidade é a depressão! Tudo nos coloca para baixo. as notícias ruins que não param de chegar aos nossos olhos e ouvidos, a mídia nos encurralando com suas suposições falsas... e as pessoas estão tomando mais consciência sobre as coisas (mesmo que de vagar, mas por isso tanta depressão e melancolia)...:\ por outro lado, ainda acredito que vivemos numa época muito melhor do que nossos avós viveram... meus avós foram crianças que não tiveram brinquedos (pq a indústria não tinha pensado ainda na maravilha econômica que poderia ser em investir na infância); e pessoas eram mortas e agredidas, e ninguém (ou muitos poucos) ficavam sabendo para fazer algo contra (em contrapartida ao facebook, por exemplo, já que muitos casos foram resolvidos graças ao compartilhamento dessas mesmas noticias ruins que tanto reclamamos), entre outras coisas...acho que já estou levando a coisa pra outro lado hehe. Enfim, como tu mesma dissestes num outro comentário, compreensão e consciência são fundamentais para conseguirmos viver de bem consigo mesmo! Ótimo post! <3

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    1. Não foi comigo que você comentou, mas eu já ouvi falar sobre isso e inclusive, já discuti sobre com um amigo. Até mesmo Asimov (escritor de ficção científica, meu fav) disse que o mal do século 21 seria o tédio, a depressão. E olha, lendo seu comentário eu lembrei deste artigo que me tocou profundamente: http://www.contioutra.com/antiautoajuda-neste-mundo-sentir-se-mal-e-sinonimo-de-excelente-saude-mental/ Faz todo sentido! Mesmo você levando a discussão pra outro lado, acho muito válida, pois é algo que devemos refletir também, as vezes, a pessoa consome (até em questão de alimentação) porque se sente triste, sente esse vazio, e esse vazio acontece por falta de experiências mais ricas de vida, talvez... (Sem generalizar porque cada caso é um caso, né? É bem difícil falar de seres humanos), a nossa sociedade sente falta da natureza, e está se dando conta disso bem devagar com a falta dos recursos, com o consumismo sem fundamento, aos pouquinhos, todo mundo sente isso por dentro. Não sei se é uma consciência minha porque sou pagã, mas eu sinto essa energia fluindo no mundo... Todo mundo em stress 24h... é triste.

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    2. claro que sim, as pessoas estão se estressando por pouco hoje em dia, e é triste. como num livro que li dizia, é difícil encontrar alguém voltando para casa, de seus trabalhos, com um sorriso no rosto, satisfeitos pelo seu dia de trabalho, né?! é realmente triste. as pessoas querem só voltar para casa, e esperar para que o dia de trabalho passe logo. mas aí vem mais um monte de questão complicada também. (suas escolhas e oportunidades de trabalho, e etc). realmente, o ser humano é um bicho muito complexo, como tu dissestes. >_< Enfim, vou dar uma olhar nesse artigo aí, sim. :) E respondendo a tua dúvida lá (não consegui responder, pq o blog não permitia mais respostas minhas! ¬¬) não, eu não te tenho no face ainda. Mas achei o teu link no teu menu contatos, e te adicionei lá! ;)
      bjs :********

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    3. Obrigada por ter adicionado! <3 E como assim o blog deu limite de respostas??? Oxeeee! Se for alguma configuração que eu tenha que mudar, me avisa que eu nunca ouvi falar disso!

      E é verdade, é muito triste ficar querendo que o dia passe logo pra sair logo do trabalho, enquanto isso o tempo de vida vai correndo... correndo... qual verdadeiro valor de uma vida hoje, né? Como você disse, ainda envolve mais n questões! :/ Obrigada pelos comentários!

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  6. Cara, gostei muito do seu post, essa coisa do equilíbrio é super válido, sou do tipo avarenta, eu acabo pensando demais na hora de comprar algo, mesmo sendo essencial e acabo perdendo a oportunidade de comprar, mas teve uma época que todo mês eu precisava comprar livros, era uma necessidade que parecia que não podia ser satisfeita, mas hoje já estou mais consciente e faço uso das bibliotecas, mas mesmo assim preciso me curar agora da avareza, gosto muito dos seus posts de organização, mesmo que eu as vezes não comente por não saber o que dizer, e tem ajudando muito nessa coisa de equilíbrio e tipo apoio você nisso do minimalismo, pois o que vale são as experiências, conhecimento, pois de resto, não tenho certeza, você não leva depois que for.
    Bjs

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    1. Fica a vontade pra comentar quando sentir vontade, Z! <3 E então, eu tenho esse gosto por livros também, mas aprendi a "focar", aí acabo comprando mais os de ficção que uso até pra consulta, já que tento dialogar minhas criações com isso (na questão da facul). É como eu disse ali no texto "menos é mais" mas o equilíbrio é o suficiente, porque ninguém também vive sem ter alguma coisa, sem se dar um mimo de vez em quando né? Nem que seja um mimo "necessário". Obrigada pela visita e pelo comentário!

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  7. Ahh Jaque, não faz ideia do quanto eu já pensei sobre o estilo de vida minimalista. Ele é o que realmente faz mais sentido dentro de tudo o que eu já li e pesquisei. Não precisamos de muito para viver, mas do necessário - sempre - fora a forma como a natureza se beneficiaria com as rodas do consumo girando um tantinho mais devagar.

    Um ponto que acho muito interessante é o abordado pelo escritor Alex Castro (que tem um blog sobre o assunto, o http://menos.vc). Ele contou uma vez que as pessoas sempre o questionavam sobre seu estilo de vida, afirmando que é fácil ser minimalista quando se tem um macbook e um apartamento no arpoador - mas ele sempre explica em tom empolgado que não faz diferença o quanto você paga por um objeto, ou pelo lugar onde mora; o que realmente importa é o uso que fazemos daquilo que temos.

    Eu me vejo com uma estante cheia de livros, alguns que li e não gostei, inclusive - mas mantenho todos ali na estante, esperando pelo dia em que irei mudar de opinião ao lê-los, mas esse dia nunca chega... Vejo meu armário cheio de roupas que não uso mais e que nem me servem, mas vai que um dia elas comecem a me servir de novo...
    Estou vendo que preciso mudar em muitas coisas rs E manter a energia fluindo.

    Adorei o post!

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    1. Siiim, ele disse tudo! O que importa é o uso que fazemos daquilo que temos! Por isso a questão, na realidade, não é a 'quantidade' e sim a 'utilidade' da coisa. Se eu tiver um guarda roupas com 500 peças, mas utilizar tudo com certa frequência, vale a pena tê-las... O problema é quando tenho 500 peças e dessas, só uso 100. Manter o fluxo é a questão do negócio!

      Obrigada por ler e acrescentar mais infos interessantes à se pensar com seu comentário! <3

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  8. Primeiramente devo parabenizá-la por essa postagem tão informativa.

    Eu já tinha parado pra pensar sobre isso, em como somos consumistas e na beleza do minimalismo.
    Acredito que há uma inversão de papéis em alguns desses aspectos. Como só conseguirmos observar o minimalismo em um momento de quase repulsa ao nosso próprio exagero digamos assim. Então começamos a ver como seria as nossas vidas sem tudo aquilo, e como seriamos felizes, sem ter tantas coisas para acumular. Mas também o minimalismo se apodera do consumismo, vemos o minimalismo em várias formas de consumo, basta opinar por usar ou não.
    E adorei você falar de uma forma em que o minimalismo parte do interior de cada um, pois é nisso que eu acredito, acho que o ser minimalista não deixa de ser um alto consumidor, mas sim um admirador do simples.

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    1. Obrigada pelo elogio. <3

      O conceito de minimalismo veio das artes e pode ser aplicado em todas as áreas, então, há, claro, diversos produtos de consumo que fazem uso dos símbolos dele como "estética", ou seja, o uso de poucas cores, pouco recursos, o "menos é mais". A questão que eu coloquei no texto seria mais sobre um estilo de vida sabe, que preza pelo suficiente, que questiona, valoriza e realmente usa o que se tem. Como eu disse ali no outro comentário, usando de exemplo novamente: o problema não é você ter 10 roupas enquanto só precisa de 2, o foco é você usar as 10. Até porque ninguém vive sem um pouco de conforto, né? Se a pessoa se sentir confortável com ainda menos, melhor ainda!

      Obrigada pelo comentário e pela visita, também refleti bastante com sua visão!

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  9. Só pra constar, você não foi nada confusa, pelo menos eu entendi tudo o que você quis dizer.. rs

    Ultimamente eu tenho pensado muito nisso sabe. Só não sabia, e agora sei, que fazia tudo parte desse estilo de vida que tirou o conceito da arte de mesmo estilo. Tenho pensado bastante em reduzir tudo que ta em excesso na minha vida, principalmente o consumo. E já tenho começado a conseguir fazer isso.
    Enfim, excelente texto!
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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    1. Ufa! Fico feliz! Hahaha! É que eu comecei falando de uma coisa, pulei pra outra e finalizei de outra forma, ai pensei que talvez tivesse ficado confuso, com o seu feedback agora então, me sinto mais confiante com o texto. <3

      E siim, rever os excessos é sempre fundamental, porque quando nos desfazemos dele, passamos a escolher as coisas com mais cuidado, pensando em seu uso, isso sem abrir mão do que a gente gosta. Um consumo mais consciente, sabe... Ultimamente estou pensando bastante sobre isso. É um modo mais simples de ver a vida, vale a pena ser repensado pelo menos uma vez!

      Obrigada pela visita, Mone! <3

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    2. (um milhão de comentários meus de uma só vez... rs.. mas é que só agora to conseguindo responder...)
      Excessos, na maioria das vezes, fazem mal. E tomam nosso precioso tempo. Por isso às vezes temos que parar e reavaliar. ^^
      bjin

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    3. Poxa, eu tô achando super legal responder! Pode mandar quantos quiser. <3 Hauhauha!!!

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    4. shaushauhsau
      é noizz... ♥

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  10. Jaque, você associou o minimalismo da moda e arte com o "viver com mínimo" e consumo consciente... espera, espera que eu vou refletir um pouco sobre isso... Tem a ver - historicamente, já que o minimalismo é do pós guerra - mas acho que minimalismo na arte/moda pode andar junto com maximalismo na decoração, na vida.... Mas eu vou formular melhor meu pensamento - que tá confuso aqui - e vorrrto, ok!! ;)

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    1. Na verdade, não foi eu que fiz essa associação, não, Saninha! Eu cheguei nesse conceito bisbilhotando blogs bem antigos sobre minimalismo, ai vim comentar aqui, mas é um conceito que já existia. Acho que eu nem teria capacidade pra "criar" algo assim! Hauauha! Enfim, pensa bastante e volta, que você sempre acrescenta! <3

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    2. Jaqueeeeee, çocorr!!
      Não não, eu concordo com o que vc escreveu ;D
      Mas claro que teria capacidi minina, que issooo, seria uma tese, um ensaio seu! Vc pensa que muito do que escrevo sobre subculturas também não são teses e ensaios meus, baseados em apanhados gerais de livros? São sim! Por isso acho louco qdo vejo um blog reproduzindo uma ideia que eu tive, fico "nossa...tou influenciando" kkkk

      Acho que agora eu cheguei no pensamento que não me veio mais cedo e que me embananou, que é que: na moda alternativa o excesso não é (necessariamente) visto como futilidade, já que é uma expressão do estilo da pessoa (vide a moda japa, os decoras, linhas do gótico etc). Era isso! :D
      Claro que é um pensamento paralelo que me veio ao ler o post, não que vc tenha dito isso no texto. É que sempre que leio os textos eu divago um pouco pra outros campos. ^^

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    3. Suas divagações são sempre bem vindas, Saninha! E siim, acredito que no mundo da expressão da moda tudo é permitido, inclusive os excessos. Aliás, representa bem a personalidade da pessoa também, como expressão pessoal, você não acha? Porque por exemplo, alguém que seja mais minimalista (pra valer mesmo) talvez expresse isso até mesmo em suas roupas, em contraposto vem a extravagância... É... realmente daria bastante o que pensar!!!

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  11. Eu, particularmente me considero uma pessoa naturalmente minimalista, no sentido literal da palavra... Eu sou dessas que eu só preciso do necessário para viver e pronto (tipo, no outro comentário eu já falei sobre isso kkk). Como você falou no começo do post, não é se rotular, mas eu acho que deve ser uma característica de ver necessidade em tudo. E cá entre nós: eu adoro isso!

    Adorei o post.

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    1. Siiim, dá mais sentido, mais entusiasmo pra usar né? Igual quando eu troquei de celular, meu velhinho estava morrendo e eu me "desfiz" dele como se fosse um ente querido, fiquei pensando nos anos juntos. Hauhauaha Dar sentido pra tudo deixa até tudo mais confortável pra usar né? Adere mais significado. #orgulhodesermosminimistas! Hahaha

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  12. Sobre essa sensação de comprar e quando chegar em casa não se sentir satisfeita:eu passei anos presa nisso! Queria enlouquecidamente uma coisa que não precisava mas queria simplesmente pra possuir e depois que comprava aquilo perdia o encanto,sabe? Se tornava mais uma das várias coisas que eu tinha e que não me servia pra absolutamente nada. Passei vários anos acreditando que quanto mais coisas eu tivesse mais feliz eu seria,e nossa,como me enganei. Na verdade acho que fui induzida a isso. Quando comecei a me desprender desses sentimentos minha vida melhorou muito,passei a fazer listas e agora eu não vivo sem elas hahaha me fazem refletir sobre o que eu preciso,o que vale a pena. Ainda tenho esses desejos insanos de querer algo mas prefiro pensar muito antes de tomar alguma decisão porque não quero mais nada na minha vida que "perca o encanto" assim que passar da porta pra dentro.

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    1. Lhe compreendo perfeitamente, Drica! Eu tive uma fase assim também, na qual comprava muitas e muitas coisas, e a fatura só vinha me engolindo, heuhe! Felizmente, acordei a tempo, e agora, tudo é bem calculado. É claro que os desejos e impulsos ainda existem, mas eu só dou ouvido à eles quando eu realmente vejo que o dinheiro não vai fazer falta (o que não é o caso no momento). É como disse, em tudo deve haver um equilíbrio, querer sempre iremos querer, a diferença está em saber a hora certa de poder comprar. :3 Obrigada por comentar! <3

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